Soldados israelitas prendem jovem palestiniano nos protestos em Hebron, Cisjordânia. Foto EPA/ABED AL HASHLAMOUN

 

 

Mas os confrontos começaram esta quinta, com barricadas de pneus queimados e pedras atiradas aos soldados israelitas nas ruas da Cisjordânia e na Faixa de Gaza e dezenas de jovens presos pelo exército. A greve decretada contra o anúncio de Donald Trump foi cumprida também em muitas zonas de Jerusalém Oriental.

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A atualização feita pelo Crescente Vermelho da Palestina na noite de quinta-feira dava conta da existência de 108 palestinianos feridos. Quatro foram baleados com fogo real  e outros dezoito com balas de borracha. O exército israelita anunciou o reforço da presença nos territórios ocupados com vários batalhões de soldados.

Protestos alastram na região

A indignação com o reconhecimento por parte dos EUA de Jerusalém como capital israelita cruzou fronteiras esta quinta-feira, com protestos na Jordânia, em frente à embaixada dos EUA em Amã, e também em várias cidades na Tunísia.

No Líbano, o líder do Hezbollah apelou aos governos para que vão além das palavras e retirem os seus diplomatas de Telavive. As condenações estenderam-se aos Emirados Árabes, Arábia Saudita, Turquia e Iraque, onde a influente milícia  Harakat al-Nujaba, que também combate na Síria e é apoiada pelo Irão, afirmou que a decisão de Trump significava uma “razão legítima” para tornar as forças dos EUA no país num alvo a abater.

Na frente diplomática, o Conselho de Segurança da ONU vai reunir esta sexta-feira, a pedido de 8 dos seus 15 membros, para discutir o anúncio de Donald Trump que veio dificultar ainda mais as tentativas de encontrar soluções de paz para a região.

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