You are hereA 'lagosta' ficou em Versalhes

A 'lagosta' ficou em Versalhes


LIBERDADE DE EXPRESSOM

A Justiça administrativa francesa rejeitou umha demanda do príncipe Charles-Emmanuel de Bourbon-Parme, um suposto herdeiro de Luis XIV que pretendia a retirada dumha exposiçom do artista Jeff Koons no histórico cenário do palácio de Versalhes, dado o seu carácter «desrespeitoso» e «pornográfico».

 O detonante do processo judicial foi a decisom de prolongar a bem-sucedida exposiçom (mais de 500.000 visitas) até ao 4 de janeiro de 2009.  O descendente do Rei-Sol opunha-se à prolongaçom da mostra por entender que constituía umha «profanaçom e um ataque ao respeito dos mortos». Mesmo enviou umha carta ao presidente da República, Nicolas Sarkozy, na qual pedia a imediata «retirada dos objectos do escândalo».

 O artista estadounidense Jeff Koons, ex marido da porno star italiana Cicciolina, criou durante a década de 1990 um conjunto de obras sexualmente explícitas, relativas à tentaçom e o desejo. Porém, as obras expostas em Versalhes pertencem a outras séries do autor, célebre polas suas criaçons de estilo kitsch. A mais conhecida é a colorista escultura dum crustáceo, intitulada Lobster.

 Os tribunais rejeitárom a demanda do Sr. Bourbon-Parme ao entender que a exposiçom nom constitui um ataque às «liberdades fundamentais» nem «ao respeito das vida privada dos visitantes da mostra e os seus filhos». Assim, a exposiçom continuou aberta ao público, entanto «Luis XVI se remexia no seu túmulo», em palavras do advogado do príncipe Bourbon.

Ver "Koons : Le prince se prend une gaufre" (Actualités du Droit)