You are hereJohn Pilger (13/12/2010 - tradución www.resistir.info)

John Pilger (13/12/2010 - tradución www.resistir.info)


rica\, contou-me, "um medo de perder o emprego ... o medo de lhe afixarem alguma etiqueta, impatri&oacute;tica ou outra". Rather afirma que a guerra nos transformou em "esten&oacute;grafos" e que se jornalistas houvessem questionado os enganos que levaram &agrave; guerra do Iraque, ao inv&eacute;s de amplific&aacute;-los, a invas&atilde;o n&atilde;o teria acontecido. Esta &eacute; uma vis&atilde;o n&atilde;o partilhada por um certo n&uacute;mero de jornalistas s&eacute;nior que entrevistei nos EUA. <br /><br />Na Gr&atilde;-Bretanha, David Rose, cujos artigos no Observer desempenharam um papel importantes ao ligar falsamente Saddam Hussein &agrave; al-Qaida e ao 11/Set, deu-me uma entrevista corajosa na qual afirmou: "N&atilde;o posso dar desculpas ... O que aconteceu [no Iraque] foi um crime, um crime em escala muito grande ..." <br /><br />"Ser&aacute; que isso torna os jornalistas c&uacute;mplices?", perguntei-lhe. <br /><br />"Sim ... talvez inconscientes, mas sim". <br /><br />Qual o valor de jornalistas que falam assim? A resposta &eacute; dada pelo grande rep&oacute;rter James Cameron , cuja corajosa e reveladora reportagem filmada, feita com Malcom Aird, do bombardeamento de civis no Vietname do Norte foi proibida pela BBC. "Se n&oacute;s, cuja miss&atilde;o &eacute; descobrir o que os bastardos est&atilde;o a tramar, n&atilde;o informarmos o que descobrimos, se n&atilde;o falarmos alto", disse-me ele, "quem &eacute; que vai travar toda essa guerra sangrenta acontecendo outra vez?" <br /><br />Cameron n&atilde;o podia ter imaginado um fen&oacute;meno moderno tal como o WikiLeaks mas certamente teria aprovado. Na actual avalanche de documentos oficiais, especialmente aqueles que descrevem as maquina&ccedil;&otilde;es secretas que levaram &agrave; guerra &ndash; tal como a mania americana sobre o Iraque &ndash; o fracasso do jornalismo raramente &eacute; notado. E talvez raz&atilde;o porque Julian Assange parece excitar tal hostilidade entre jornalistas que servem uma variedade de "lobbies", aqueles a quem o porta-voz de imprensa de George Bush certa vez chamou de "possibilitadores c&uacute;mplices", &eacute; que a WikiLeaks e o contar da verdade envergonha-os. Por que o p&uacute;blico teve de esperar pelo WikiLeaks para descobrir como a grande pot&ecirc;ncia realmente opera? Como revela um documento de 2000 p&aacute;ginas escapado do Minist&eacute;rio da Defesa, os jornalistas mais eficazes s&atilde;o aqueles encarados nas sedes do poder n&atilde;o como embebidos ou membros do clube, mas como um "amea&ccedil;a". Isto &eacute; a amea&ccedil;a da democracia real, cuja "moeda", disse Thomas Jefferson, &eacute; o "livre fluxo de informa&ccedil;&atilde;o". <br /><br />No meu filme, perguntei a Assange como WikiLeaks trataria das draconianas leis secretas pelas quais &eacute; famosa a Gr&atilde;-Bretanha. "Bem", disse ele, "quando olhamos para os documentos rotulados na Lei de Segredos Oficiais, vemos uma declara&ccedil;&atilde;o de que &eacute; um delito reter informa&ccedil;&atilde;o e &eacute; um delito destruir a informa&ccedil;&atilde;o, de modo que a &uacute;nica resultante poss&iacute;vel que temos de publicar a informa&ccedil;&atilde;o". Estes tempos s&atilde;o extraordin&aacute;rios.</p><p>Original: www.guardian.co.uk</p>