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O Terrorista


LIBERMAN EN LISBO

No momento em que cresce o reconhecimento internacional do Estado da Palestina, o extremista que lidera a diplomacia de Israel veio a Lisboa lançar novas ameaças à paz no Médio-Oriente.

No momento em que cresce o reconhecimento internacional do Estado da Palestina, o extremista que lidera a diplomacia de Israel veio a Lisboa lançar novas ameaças à paz no Médio-Oriente.
Avigdor Liberman, o líder da extrema-direita israelita que Netanyahu escolheu para ministro dos Negócios Estrangeiros, é mais conhecido pelo racismo antiárabe que imprime às suas campanhas e que terá culminado na defesa da execução dos deputados árabes do Knesset por defenderem o diálogo com o Hamas.
Em Lisboa, Liberman esteve reunido com Sócrates e Amado. E deixou uma ameaça aos países que nos últimos meses aprovaram o reconhecimento do Estado da Palestina com as fronteiras existentes em 1967, antes da Guerra dos Seis Dias. Ao lado do MNE português, Liberman advertiu contra "decisões unilaterais" em relação à Palestina. É verdade que tem razões para estar preocupado: só no último mês e meio, à iniciativa de reconhecimento por parte do Brasil seguiram-se as da Argentina, Bolívia, Equador, Chile e Peru.
É por causa desta recente vaga de apoio diplomático à Palestina - resultado da recusa israelita de parar com a expansão dos colonatos, que levou ao rompimento das negociações de paz - que Liberman veio esta semana inventar a criação dum Estado palestiniano com "fronteiras provisórias" e que ocuparia 50% do território ocupado por Israel na Cisjordânia, sem retirada dos colonatos. Com isso esperava ganhar apoio internacional para pressionar os palestinianos a voltarem às negociações, enquanto prosseguia tranquilamente a ocupação ilegal de terras para os colonos. A manobra não teve grande sucesso, como seria de prever.
Muitos dirão que a vinda deste político xenófobo e racista a Lisboa só serviu para envergonhar os governantes portugueses obrigados a tirar uma foto ao seu lado. Mas como denuncia o Comité de Solidariedade com a Palestina, que também esteve no protesto em São Bento contra a visita, é importante que todos saibam que ele é um dos principais – e certamente dos mais perigosos – responsáveis políticos pelos crimes de guerra e contra os Direitos Humanos cometidos nos territórios ocupados por Israel. Numa palavra, Avigdor Liberman é um terrorista.