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Relatório da ONU acusa Israel de apartheid e racismo


Trump exige que seja retirado
16/03/2017

 Relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira acusa Israel de impor um regime de apartheid ao povo palestino. Rima Khalaf, subsecretária-geral da ONU e secretária-executiva da CESAP, destacou que é o primeiro relatório da organização que “claramente e francamente conclui que Israel é um Estado racista que estabeleceu um sistema de apartheid que persegue o povo palestino”.

O relatório conclui que “a evidência disponível estabelece, sem qualquer dúvida, que Israel é culpado de políticas e práticas que constituem crime de apartheid”.

“Israel tem estabelecido um regime de apartheid que domina o povo palestino como um todo”. Segundo o informe da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (CESAP) esta é a primeira vez que um órgão da ONU faz a acusação.

Segundo o estudo, a fragmentação do povo é o principal método usado, com os palestinos divididos em quatro grupos oprimidos por “leis, políticas e práticas distintas”: palestinos que são cidadãos israelenses; palestinos de Jerusalém Oriental; palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza; e os que vivem como refugiados ou no exílio. Ele foi redigido por Richard Falk, ex-investigador de direitos humanos da ONU para os territórios palestinos, e Virginia Tilley, professora de Ciência Política da Southern Illinois University.

Os Estados Unidos exigiram nesta quarta-feira que o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, retire o relatório de uma comissão do organismo que acusa Israel de impor um apartheid aos palestinos.

Segundo a embaixadora americana na ONU, Nikki Haleya, o relatório da Comissão Social e Econômica das Nações Unidas para o Oeste da Ásia (ESCWA) precisa ser anulado. “As Nações Unidas estão enojadas com isto”.

Um dos autores do documento é Richard Falk, ex-relator especial da ONU para os direitos humanos dos palestinos.
 

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