Empresa sediada em Vermont diz que as vendas nas terras ocupadas eram “inconsistentes” com os seus valores. Movimento BDS – uma campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções – aplaude a decisão, mas exorta a empresa a ir mais longe.
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Num comunicado publicado na segunda-feira na página de internet da empresa, citado pelo The Guardian , o fabricante de gelados de Vermont afirma reconhecer “as preocupações compartilhadas connosco pelos nossos fãs e parceiros de confiança”.

“Temos uma parceria de longa data com o nosso fornecedor, que fabrica os gelados Ben & Jerry’s em Israel e o distribui na região”, lê-se na missiva. A Ben & Jerry’s informa que não renovará “o contrato de licença quando ele expirar, no final do ano que vem”.

O movimento BDS, que defende boicotes, desinvestimentos e sanções contra instituições e empresas israelitas, por forma a pressionar Israel a respeitar os direitos do povo palestiniano, aplaudiu a decisão da Ben & Jerry’s, sublinhando que é “um passo decisivo para acabar com a cumplicidade da empresa na ocupação de Israel e nas violações dos direitos palestinianos”.

No entanto, o BDS exortou a empresa a ir mais longe: “Esperamos que a Ben & Jerry’s tenha entendido que, em harmonia com os seus compromissos de justiça social, não pode manter negócios, como tem acontecido, com o apartheid de Israel”.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Yair Lapid, afirmou que a decisão é “uma capitulação vergonhosa ao anti-semitismo” e sublinhou que irá abordar a questão com os mais de 30 estados que têm legislação contra o movimento BDS.

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