No 24 de junho, em Amambai, o Batalhão de Choque da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul decidu, sem ordem judicial, retirar os indígenas da etnia Guarani e Kaiowá da área ocupada por eles, que a consideram território ancestral e alegam que foi substraída da Reserva de Amambai, onde vivem ao menos 10 mil pessoas. A operação, considerada pela Defensoria Pública da União como uma “ação de despejo ilegal”, deixou um indígena morto e outros 20 feridos. Entre as vítimas, há vários adolescentes.

 

Os indígenas reivindicam como território ancestral o local ocupado na Fazenda Borda da Mata,nomeado de Retomada Guapo’y. A proprietária da fazenda é a empresa VT Brasil Administração e Participação. Para os indígenas, a área foi substraída da Reserva de Amambai, onde vivem ao menos 10 mil pessoas.

A operação do dia 24 de junho, considerada pela Defensoria Pública da União como uma ‘ação ilegal’. Deixou um indígena morto e outros 20 feridos. Entre os feridos há vários adolescentes.

Segundo o governo, os policiais agiram “para proteger as próprias vidas e de terceiros, como previsto em legislação, uma vez que a arma de fogo integra os instrumentos de trabalhos dos policiais”.

Os indígenas negam que portavam armas de fogo.

Em 14 de julho, o indígena Guarani e Kaiowá Márcio Moreira foi assassinado por homens em uma mota em Amambai . Outras duas lideranças indígenas ficaran feridas e conseguiram fugir do que chamaram de emboscada.

The Intercept Brasil