Vários meios de comunicação têm acusado a Fronteira, a agência responsável pelas fronteiras externas da União Europeia, de permitir abusos cometidos sobre migrantes por funcionários locais e de violar os direitos humanos.
.
.
Fotografia: eulawanalysis.blogspot.com
                                     Fotografia: eulawanalysis.blogspot.com

 

O Correctiv (site de investigação), o The Guardian (diário britânico) e a ARD (canal de televisão alemão) fizeram uma investigação conjunta em que acusam a Frontex de deixar os guardas de fronteira perseguirem os migrantes com cães, utilizar sprays de pimenta e de reprimi-los com violência. As fronteiras em questão são as da Bulgária, as da Hungria e as da Grécia e a reportagem será divulgada esta terça-feira.

De acordo com partes já divulgadas no site da ARD, o grupo baseia-se em “centenas de documentos internos da Frontex” para divulgar estes abusos.

Através de um comunicado, a Frontex afirmou que pretende “examinar a questão” e tomar “as medidas necessárias” em relação a estas aleações. “Deve-se notar, no entanto, que embora a agência possa suspender um agente destacado pela Frontex no curso de suas operações, a agência não tem autoridade sobre o comportamento da polícia nas fronteiras locais nem sobre o poder de realizar investigações no território da UE”, pode ler-se.

Outro documento interno, contudo, afirma que os funcionários da agência estão diretamente envolvidos na expulsão de menores desacompanhados e de requerentes de asilo sedados durante os voos de expulsão.

Em 2016, a Frontex viu a sua missão alargada e aumento dos recursos, tornando-se na Agência Europeia da Guarda Costeira e de Fronteiras. Assim, ajuda as autoridades locais com o registo e a identificação dos migrantes aquando das chegadas.

esquerda.net