De origem argentina, Lisandro Cañón orienta a sua actividade investigadora olhando o mundo e perfeitamente enraizado na Galiza. Trabalha do Departamento de História da USC, fala um galego cuidado, e traz às nossas coordenadas um tema tristemente familiar: o da violência política massiva dirigida polo poder contra populaçons desarmadas, processo que na contemporaneidade condicionou tantos países, e foi nomeado “terrorismo de Estado”.

Com ele falamos longamente sobre a repressom violenta que traumatizou a Argentina há apenas quatro décadas, e tentamos estabelecer paralelismos e divergências entre os processos do Cono Sul e o genocídio que marcou a história da Galiza.

Lisandro confessa-nos que nom tem umha trajectória académica ao uso: “dediquei-me à história mais por paixom e gosto que por ver nela a forma de ganhar a vida”, diz-nos. Nom sempre estivo integrado na vida académica, por vezes por decisom pessoal, por vezes por outras exigências laborais, que o levárom a outros ámbitos do trabalho assalariado. “A minha formaçom como historiador tem muito a ver com a perspectiva que eu tomei da própria vida”, diz-nos. “Na minha formaçom foi-se elaborando toda umha concepçom do mundo, e essa concepçom supujo umha tomada de partida pessoal, a procura dum papel activo.” Nesse sentido, Lisandro confessa que nom partiha a pretensom de neutralidade, teórica ou real, que é dominante na academia, e traz à tona umha frase de Gramsci: “sempre me preocupei com conhecer as formas de actuaçom e o sustento ideológico das classes dominantes; para entender o pacto de dominaçom que permite que o sistema siga a funcionar, decatei-me de que o elemento nodal, a chave, é o Estado.”

A aposta pola história

Porém, a chegada a esta primeira conclusom nom foi automática. “Politizei-me muito novo, eu acho que aos treze anos já tinha o que se pode considerar umha consciência política embrionária. Uns anos depois, por sentido de classe, por combater a injustiça, apostei pola carreira de Medicina. Mas além destes estudos, eu lembro aceder a documentos que manexava o meu irmao, bibliografia marxista-leninista, e nesse sentido ia-me aproximando à história e à questom social.” Na Argentina dos anos 80, recém saída da ditadura militar, as circunstáncias favoráveis à politizaçom eram muitas, a começar polas familiares. “Criei-me numha família, nom imos dizer revolucionária, mas si sensível aos direitos humanos, umha família social-democrata. Minha mae procurou saída laboral no ensino porque as escolas, em certo modo, eram nichos de democracia, ainda nas piores condiçons. Eu, desde cativo estivem exposto a conversas políticas, e sendo mui miúdo, ainda que nom sabia o que acontecia, intuía cousas.”

A ditadura tentava normalizar a instituiçom militar, e eram frequentes visitas de estudantes a bases navais. Lisandro conta umha anedota significativa daquele momento histórico. “Na escola levaram-nos como actividade extraescolar a umha base militar, e ficou-me gravada a imagem do pátio de armas; e ante a minha inquietude, umha inquietude que eu ainda nom sabia racionalizar, minha mae dixera-me: “vês como os militares nom som assim tam maus?” Tentavam ser palavras tranquilizadoras, claro.”

A finais do século XX várias experiências ditatoriais, e outras parlamentares, fixeram do neoliberalismo o dogma comumente aceite. A queda do socialismo real fai omnipotente este modelo económico, e ao longo da década de 90 qualquer proposta emancipadora era riscada de ensonhaçom. Algumha cousa começa a mudar, porém, na viragem de século, e este cámbio da consciência influi em toda umha geraçom de trabalhadores, militantes e investigadores como Lisandro Cañón Voirin. Desde 1999 estoupa um ‘movimento anticimeiras’ que expressa a raiva na ruas, com motivo dos cônclaves internacionais que reúnem os senhores das finanças; em 2001 o ataque contra as Torres Gémeas impom o direito de excepçom em occidente, e em 2002 estoupa a crise financeira da Argentina, o conhecido “corralito”: “isto para mim foi muito determinante. Naquela altura eu estava com a ideia de combinar a Medicina com a Filosofia, e dalgum modo queria compaginar a reflexom com o activismo. Trabalho na alfabetizaçom de bairros marginais, mas logo estoupa esse grande movimento que foi o dos desocupados, o movimento piquetero. Adiro a ele, e nesse momento já estou mergulhado de cheio nos estudos de História, foi como umha decantaçom.”

A chegada à Galiza

Em 2008, Lisandro licencia-se em História Contemporánea pola Universidade de Mar del Plata. Desloca-se à Europa, e em 2009 aterra no nosso país. Curiosamente, ele pertence a essa parte da populaçom argentina sem antecedentes galegos. Aqui, sem informaçom prévia, descobre umha naçom e umha língua de seu, que adopta mais naturalmente que muitos nativos.

 

“Queria entender a prática do terrorismo de Estado como um todo: quais som as condiçons históricas nas que nasce, em que classes sociais se apoia, e que fins procura exactamente.”

 

Laboralmente, dediquei-me a várias ocupaçons, mas aproveitei a minha estáncia em Compostela para me matricular no Mestrado de História Contemporánea da USC. Eu estava especialmente interessado em certos fenómenos de longa duraçom, nomeadamente em saber como se configurava o que chamo um “discurso ideológico de orde”. O Estado precisa de legitimar-se, isso é umha obviedade, mas essa legitimaçom chega ao ponto de dar carta branca a fenómenos institucionais de violência extrema, como aconteceu no meu país natal.”

Lisandro debruçou no sistema educativo, e ao seu estudo na naturalizaçom da ditadura dedicou o Trabalho de Fim de Mestrado. Doravante, o seu interesse nom apontava apenas aos fundamentos legitimadores: “queria entender a prática do terrorismo de Estado como um todo: quais som as condiçons históricas nas que nasce, em que classes sociais se apoia, e que fins procura exactamente.”

 

Sistema mundo e luita de classes

Os estudos do genocídio afundam na construçom dum discurso sobre o outro, na investigaçom dum clima social que permite um certo amparo para os perpetradores, e também na imposiçom do repregamento a partir do medo. Para Lisandro, esses elementos som chave, mas entende que nom procuram a raiz do fenómeno. “Eu acho que esta violência contemporánea deve ser enquadrada numhas coordenadas internacionais que som económicas e políticas: vivemos os tempos de configuraçom do mercado mundial, estamos num sistema-mundo no que cada potência luita por incorporar-se a este mercado, e logo por hegemonizá-lo. Eu acho que até podemos entender Autschwitz, o grande paradigma da violência estatal do nosso tempo, como o produto da seródia chegada da Alemanha a este mercado, e da vontade de dominá-lo com umha maquinária de guerra.”

A Argentina foi umha peça essencial nesta primeira globalizaçom desde finais do século XIX, continua a explicar Lisandro: “a evoluçom das formas de governança e violência, até chegar ao terrorismo de Estado, tenhem que captar-se sempre atendendo a essa visom panorámica do mercado mundial.” Em chaves que nos podem resultar familiares na Galiza, o capitalismo começa naquela latitude padecendo umha grande dependência das metrópoles, e com umha restriçom de direitos e liberdades muito severa: “a partir de 1880, segundo é comumente aceite, na Argentina instaura-se um Estado oligárquico. O poder político concentra-se numhas poucas famílias, e a desigualdade económica extrema influi na constituiçom dum poderoso movimento obreiro.”

O anarquismo é o primeiro movimento a provocar umha resposta repressiva sistemática e de grande envergadura, que chega com distintos picos à década de 30. Na altura, a influência ideológica, societária e repressiva entre a Argentina e a Galiza é recíproca, como vimos noutra das entrevistas deste portal. Porém, ainda que a acçom governamental contra as correntes obreiristas é contundente, e salta-se todo protocolo que hoje consideramos minimamente garantista, a repressom ainda nom alcança a intensidade de tempos posteriores, quando se considera que é a parte completa dumha naçom a que deve ser extirpada.

 

“A evoluçom das formas de governança e violência, até chegar ao terrorismo de Estado, tenhem que captar-se sempre atendendo a essa visom panorámica do mercado mundial.

 

Para chegarmos a compreender em toda a sua fondura esta mudança, Lisandro chama-nos de novo a contemplar as dimensons sócio-económicas e a atender a relaçom da Argentina com as metrópoles. ‘Dumha perspectiva eurocentrista, que é a que domina nas universidades de occidente, chega um momento em que o país adopta um modelo populista. Eu simplesmente prefiro dizer que o poder, depois da crise da década de 30, incorpora alguns traços do que podemos chamar ‘Estado providência’. As classes dominantes transigem em parte do seu programa máximo, e começam a aprovar-se reformas que garantem direitos sociais, certas políticas redistributivas, e dam espaço às organizaçons sindicais. Com o peronismo instauraram-se os tribunais do trabalho, ou os convénios colectivos, à par que as forças sindicais alcançam um poder inédito. Mas este modelo, no fundo, nunca foi aceite por sectores da oligarquia, nem tampouco polos Estados Unidos.”

A transformaçom do modelo político coincide com umha reorientaçom das relaçons internacionais: a histórica tutela da Grande Bretanha, marcante nas elites nacionais, vai devagar sendo substituída pola estadounidense. Na segunda posguerra, e no quadro ideológico da Guerra Fria, o vizinho do norte está a desenhar um outro modelo de relaçons económicas internacionais, que vai ter o seu correlato político: “Estados Unidos, naquela altura, sabe que lhe cumpre um novo quadro de relaçons, e para isso vai aproveitar o seu capital financeiro e vai pôr a funcionar a dívida externa, o que entrampa muitos regimes políticos na América Latina, entre eles o nosso.”

De modo paralelo, umha nova linha de intervençom contra-insurgente vai cobrando corpo no mundo baixo influência francesa. “O imperialismo francês aprendeu muito na Indochina, e depois na Argélia. Já nom som os governos de maneira indiscutida os que dirigem experiências de contra-insurgência, senom que as forças armadas, que em certo modo se autonomizam, tomam a iniciativa.”

Na Argentina, o derrocamento de Perón em 1955 inicia umha crise de hegemonia, derivada na inestabilidade institucional e na sucessom de golpes de Estado: 1962, 1966… “sem alcançarem os níveis paroxísticos que conhecêmos depois, em 1976, estamos num tempo inaugural, nom só nom meu país, em geral em toda a América Latina. Lembremos que em Brasil o golpe militar acontece em 1964, e considera-se que com ele nasce a chamada ‘doutrina de segurança nacional’: a justificaçom dum controlo exaustivo da populaçom em nome da estabilidade que a subversom pom em risco. Para além de todos os abusos contra as classes trabalhadoras, a ditadura arxentina chega a fechar universidades, ou a regulamentar aspectos tam nímios como a longitude da barba e das saias.”

Na Argentina, nos anos 60 assiste-se também à reorganizaçom da SIDE e ao controlo exaustivo da actividade política. “Todo, absolutamente todo, deve supeditar-se ao Estado. Os ingredientes ideológicos ficárom já meridianamente claros no conhecido I Congresso da Guerra Contra-revolucionária, celebrado em 1961. Nele vemos já um curioso amálgama de elementos franquistas e dum anticomunismo visceral, mesturado com achegas da Igreja católica.”

Numha latitude ou outra, continua Lisandro, o propósito era evidente: “deter o desenvolvimento nacional independente, e dar passagem a um Estado neoliberal. Que acontece? Que na Argentina, a força do movimento obreiro nom o fazia doado. A classe trabalhadora incorporara-se ao Estado, tinha poder, e reformular essa relaçom de forças de maneira rápida nom é factível. Ora, naquela altura histórica estám já postos os elementos do que virá depois: um peronismo virado para a direita; umha extrema direita que passa à violência, com grupos como a Triple A. E um sector do exército e do empresariado que apostam na saída violenta.” No interior das forças armadas, a Marinha, ligada com aristocracia e classe alta, vai decantar-se mais e mais.

 

“Todo deve supeditar-se ao Estado. Os ingredientes ideológicos ficárom já meridianamente claros no Congresso da Guerra Contra-revolucionária, celebrado em 1961. Nele vemos já um curioso amálgama de elementos franquistas e dum anticomunismo visceral, mesturado com achegas da Igreja católica.”

 

Que mudou entom frente o que houvera anteriormente, a todas aquelas formas de autoritarismo? Lembra Lisandro que “todas as ditaduras prévias que houvera na Argentina nom rechaçavam o Estado democrático; eram provisórias, tinham vocaçom, polas suas próprias palavras de recuperar a estabilidade.” O que acontece em 1976 com o golpe de Estado do general Videla já alcança outra dimensom: “a vontade, neste caso, é refundacional. Os próprios militares afirmam que o seu plano é construir umha nova orde num prazo que vai até o ano 2000. É para isso que contam com um Ministério de Planeamento que traça as linhas mestas da economia e dos enclaves populacionais.” O nome nom é casual: “Processo Reorganizador”. Baixo um termo aparentemente técnico, umha junta militar composta por três comandantes, e apoiada numha chamada “corte suprema” com presidente e funcionários civis, impom-se pomposamente a tarefa de “reintegrar à Argentina no mundo occidental cristao.”

O país divide-se em 5 zonas militares, cada umha com um comandante ao mando, e distintos centros clandestinos de detençom e tortura varrem a oposiçom pacífica ou armada, política ou sindical, laica ou religiosa. Segundo os primeiros cómputos da Comissom Nacional sobre a Desapariçom de Pessoas, som 8.961 as pessoas desaparecidas (ainda que, o número foi medrando, resultado das investigaçons posteriores). Umha confirmaçom sinistra das palavras do próprio Videla em Montevideo em Outubro de 1975, na IX Conferência de Exércitos Americanos: “se for preciso, na Argentina deverám morrer todas as pessoas precisas para lograr a paz do país.”

 

Um ‘outro’ em negativo

Ao repararmos em que as ditaduras latinoamericanas, e particularmente a argentina, elaboram um outro imaginário no que descarregar todas as frustraçons e ódios, o relato fai-se-nos enormememente familiar. Esse foi também um traço dos genocícios da Europa occidental: cambiam os nomes, mas os mecanismos som mui semelhantes. “Eu chamei isto nos meus estudos a construçom da ‘outredade negativizada’. O outro, neste caso, é o “terrorista” ou “subversivo”. Desde que umha parte da esquerda latinoamericana apostara desde finais da década de 60 na luita armada nas fileiras do Ejército Popular Revolucionario ou no Movimiento Peronista Montoneros, as elites neoliberais enquadrárom qualquer disrupçom na vida política do país nesta categoria. Terroristas seriam os guerrilheiros, mas também os quadros políticos e sindicais, os líderes populares, os intelectuais críticos ou os jornalistas independentes.”

 

“Terroristas seriam os guerrilheiros, mas também os quadros políticos e sindicais, os líderes populares, os intelectuais críticos ou os jornalistas independentes.”

 

Elaborado este esquema, a sua aplicaçom segmenta-se em classes e ámbitos sociais: “o papel evidente do exército nom precisamos comentá-lo; mas eu gostava de recordar o protagonismo decisivo da igreja católica e dos intelectuais religiosos procedentes da oligarquia; como eu digo, intelectuais ‘com doble apelido’. Alguns membros destas famílias, nomeadamente desde o ámbito universitário, construírom o discurso da ‘outredade negativizada’, da que falava antes: retratárom um país supostamente ingovernável, assolado polo terrorismo, a corrupçom e a desorde, que precisava de autoridade; outros envolvêrom-se directamente nos grupos de choque que perseguiam os activistas de esquerda.”

Se quigermos dar alguns nomes entre centos, pensemos no importante papel de apoio à ditadura do núncio de Roma Pio Laghi, pertencente à Lógia anticomunista ‘Propaganda Due’; ou do jornalista e empresário, logo ministro de Facenda na década de 90, Juan Alemann, que em vésperas da ditadura defendeu a legitimidade da desapariçom de pessoas.

Genocídio e reparaçom

Na literatura política argentina, e latinoamericana em geral, o termo genocídio tem-se popularizado; fijo-o mais tarde no nosso país, fundamentalmente através de contributos como os de Miguez Macho no seu O que fixemos en Galicia. Resulta obrigado inquirir sobre os paralelismos entre ambas as realidades, e sobre a operatividade deste termo.

“Penso que na Argentina fomos, no ámbito social, muito por diante do que a Galiza ou o Estado espanhol, onde o processo foi muito lento. Nós, em plena ditadura arrasadora, tínhamos umha consciência social do acontecido que se explicitava: pensemos nas Nais da Praça de Maio, que exteriorizavam essa dor que aquí estivo velada muitos anos. O conhecimento do que o regime fixera, em toda a populaçom, estava aí, o manto de silêncio no durou o que aquí”.

Logo, já no século XXI, com o auge do movimento pola memória histórica, aquí parece que umha parte da populaçom deu o passo decisivo de descobrir o que acontecera, homenagear as vítimas, falar efectivamente de genocídio. As diferenças dam nas vistas se repassamos as medidas, mesmo governamentais, que além do mar fôrom tomadas em relaçom com a memória e a reparaçom: em 1983, baixo a presidência de Raúl Alfonsín, constitui-se a Comissom Nacional sobre a Desapariçom de Pessoas, que embora sem ter competências jurídicas, puido indagar na repressom e quantificar os seus efeitos. Em 1984, o conhecido informe Nunca Más continha o limiar de Ernesto Sábato, que deu dimensom mundial ao acontecido na Argentina; e em 2005, a anulaçom das Leis de Obediência Devida e Ponto Final abre caminho aos juízos dos repressores. Em 2011, os responsáveis do sinistro “Grupo de Tareas 3.3, oficiais e suboficiais da Escuela Mecánica de la Armada encarregados de sequestros e assassinatos, som sentenciados a duras condenas.ç

 

“Apesar de estas teses serem impopulares, som as que lhe cumpre defender à História: para mim esta deve de ser subversiva, elemento problematizador onde se crê que os problemas nom existem.”

 

Para Lisandro, o manejo desacomplexado do termo “genocídio” foi chave como ferramenta jurídica: “falar de genocídio é de grande utilidade para a sociedade, e mais quando umha parte desta se decide a judicializar os vitimários”. Ora, para além da sua operatividade na sociedade civil, o historiador limita o seu potencial teórico: “nom acho que este seja um conceito que permita entender a dimensom completa do que aconteceu, nem a dimensom completa da realidade. Porque se entendemos o genocídio apenas como a violência massiva dumha parte da populaçom contra outra parte, normalmente indefensa, deixamos de parte o Estado, em certo modo expiamo-lo. E o meu interesse é estudar como um Estado chega a transformar-se num Estado terrorista.”

Lisandro é ciente do minoritário desta análise, e mesmo da sua impopularidade: “nom se quer compreender a violência que parte de certas relaçons de poder, e que estas relaçons procedem das relaçons de produçom. Apesar de estas teses serem impopulares, som as que lhe cumpre defender à História: para mim esta deve de ser subversiva, elemento problematizador onde se crê que os problemas nom existem.”

Antom Santos – Adiante.gal