Uma embarcação com 86 migrantes a bordo naufragou no Mediterrâneo. Segundo a Agência Internacional das Migrações, há apenas três sobreviventes. Contam-se ainda 82 desaparecidos.
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Fotografia: noborder network/Flickr
                                         Fotografia: noborder network/Flickr

 

O naufrágio aconteceu esta quarta-feira, na cidade de Zarzis, na Tunísia. A tragédia segue-se a outra da véspera, em que um ataque aéreo a um centro de detenção de migrantes na Líbia matou pelo menos 44 pessoas.

 

 

Pescadores tunisinos encontraram a embarcação naufragada. Conseguiram tirar quatro pessoas do interior, mas não localizaram mais nenhum passageiro.

Desses quatro, três estão hospitalizados. O último, um homem da Corta do Marfim, morreu pouco depois.

No início da semana, uma embarcação vinda da Líbia chegou a Sfax, na Tunísia, com 65 pessoas a bordo.

Segundo números da Organização Internacional para as Migrações, este ano já morreram no mar 597 migrantes que tentavam chegar à Europa. Deste número, 343 morreram numa rota que parte das costas da Líbia e que é considerada uma das mais mortíferas do mundo.

Alguns países proibiram que organizações não governamentais resgatassem os migrantes ou que aportassem nos territórios, o que tem contribuído para o número avultado de mortes.

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