Apesar de que a definiçom de «terrorismo» traz de cabeça supostos analistas especializados de todo o mundo e apesar de que ainda nom existe consenso final, sim há acordos em diferenciar o que é um atentado terrorista do que nom o é:

Para começar é imprescindível uma motivaçom política ou ideológica, tem que ser um ato violento ou uma ameaça de violência; deve estar desenhado para acadar grandes repercusons psicológicas além das possíveis vítimas ou objetivos primários e tem que ser realizado por uma organizaçom “com uma cadeia de mando identificável ou por uma estrutura de célula conspiratória” ou por indivíduos -ou pequeno grupo- inspirados por algum grupo terrorista já reconhecido como tal polos Organismos Internacionais. Este último aspeto é o mais recente -até nom há muito havia consenso em determinar a necessidade dum grupo organizado e liderado para falar de terrorismo- para assim poder acomodar autênticos atos de terror indiscriminados e cometidos por “fanáticos” iluminados polo Daesh, o Estado Islámico e outros islamistas do mundo ocidental e, de ricochete, poder incluir qualquer sabotagem anarquista na mesma saca; curioso é que nom acontece assim quando os atos de terror indiscriminados som cometidos por indíviduos neonazistassupremacistas brancos e outras escórias deste tipo. Como bem denúncia a professora emérita de estudos árabes e islámicos da Universidade de Barcelona, Dolors Bramon“Todos os atentados que houvo últimamente (em Ocidente) tiveram dois tipos de reaçom: se o autor era de família europeia (nom muçulmana) de seguida busca-se uma razom de doença mental, situaçom rara… Entanto que logo que sai o nome dum muçulmano como possível autor dum atentado, já nom há necessidade de explicar-se mais”.

Assim é como, desde anos há, nestas Memórias, há sempre um apartado dedicado aos atos terroristas cometidos por supostas anarquistas. Escrevo o de supostas, nom porque goste eu de outorgar tais qualificativos ou nega-los, senom porque é  a própria fiscalia quem determinou agrupá-las no subíndice “Anarquismo Insurreccionalista” do capítulo “La actuación contra el terrorismo” e meter lá tudo o que nom lhes devia quadrar nos outros subíndices e queriam catalogar como terrorista, desde um protesto por um despejo em Barcelona, um ataque ás vias do AVE em Murcia, um ataque á sede da Marea Atlántica em A Corunha ou a recepçom dum sobre “suspeitoso” no Centro Penitenciário de A Lama remitido ao seu Diretor, contendo uma substância em pó brancacento desconhecida (ve-se que despois de a provarem virom que nom era a cocaina que esperava e ativaram o protocolo NRBQ de defesa Nuclear, Radiológica, Biológica e Química), um ato do qual a mesma fiscalia reconhece que nom foi reivindicado (?).

Mas o apartado que nos dedicam neste ano, é bem formoso, tudo cheinho de quadros e imagens; nom sei se será porque com a chegada outra vez mais dessa promessa de mudança que nunca se dá quando perdem os do PP o governo e este passa a mãos dos seus coleguis do PSOE; ou bem porque agora ocupa o cargo de Fiscala General uma mulher (e quem queira lêr aqui uma reflexom machista, que vaia ranhá-la) que gosta mais de quadrinhos de cores que seus predecesores para apresentar estes tochos fiscais; as anarquistas somos as mais floridas de todas as ramas terroristas do mundo mundial: até 4 iconografias para só 6 parágrafos de texto !!! (as que figuram neste artigo e mesmo podedes comprovar que é certo este trato de favor acá, se houver interesse)

Isso sim, se olhades ás iconografias, igual vos passa como a mim, que vos parecem um mundo de atos terroristas, até te fixares nos números que representam  os diferentes apartados: “Atividade Terrorista”28 ; “Relaçom de detidos”37.

A verdade é que desconfio das suas intençons de ocupar até 5 páginas de dita Memória com tantos quadrinhos para destacar o que chamam Terrorismo Anarquista Insurrecionalista pois som eles que no seu curto texto concluem com estas palavras: se considera latente el riesgo que grupos o individuos afines a los principios de la FAI-FRI realicen acciones violentas, de mayor o menor intensidad, que estarían supeditadas a sus escasos recursos económicos, logísticos y operativos”.

Vós mesmas tirade vossas próprias conclusons, se é que queredes; colo-vos acá sem traduzir as palavras que a fiscalia dedica ás anarquistas insurrecionaistas (vai á íntegra):

4.5.1.4 Anarquismo Insurreccionalista

Evaluación de la amenaza: La principal amenaza en España en el ámbito del terrorismo anarquista está constituida por las individualidades y grupos adheridos a la Federación Anarquista Informal –Frente Revolucionario Internacional (FAI/FRI), paradigma a nivel internacional del anarquismo insurreccional.

En este ámbito la acción violenta de mayor envergadura en el año 2018 fue la activación de un artefacto explosivo en la vía pública en Valencia, ocasionando daños en vehículos. Esta acción fue reivindicada por el grupo denominado «Individualistas Tendiendo a lo Salvaje – Criminales Animistas», siendo además su primera acción en España. Este grupo centra y justifica su actividad en «eliminar todos los rastros de civilización», así como frenar «el avance tecnológico de la sociedad, por estar esencialmente condenada y llevando a la humanidad hacia una catástrofe ecológica».

Los objetivos atacados en 2018 fueron principalmente cajeros automáticos de entidades bancarias, inmobiliarias, sedes de partidos políticos, agencias de viaje, vías ferroviarias, estaciones de Metro y empresas cárnicas. La actividad violenta se focalizó en Madrid y Barcelona, teniendo incidencia en dos ocasiones en Gijón.

Asimismo, fueron reivindicadas únicamente alrededor del cincuenta por ciento de las acciones violentas en los portales web habituales de contrainformación, al contrario que el año anterior en el que fueron reivindicadas todas las acciones cometidas.

En el ámbito radical, continuaron las actividades de propaganda y proselitismo con la organización de numerosos actos, principalmente dirigidos a lo que denominan la lucha anticarcelaria, así como para favorecer las relaciones orgánicas, la captación de nuevos elementos y el intercambio de información entre miembros de distintas áreas geográficas.

Concluyendo, se considera latente el riesgo que grupos o individuos afines a los principios de la FAI-FRI realicen acciones violentas, de mayor o menor intensidad, que estarían supeditadas a sus escasos recursos económicos, logísticos y operativos.

 

O gajeiro na gávea