Denúncia foi apresentada por diversas entidades e movimentos sociais; país viveu seis noites consecutivas de protestos após impeachment de Vizcarra. Segundo a Procuradora-Geral, a investigação foi aberta por “abuso de poder, homicídio doloso no caso de Bryan Pintado e Inti Sotelo, lesões graves e leves e desaparição forçada no caso de pessoas a determinar, delitos cometidos no contexto de violação dos direitos humanos”.

.

.

 

        Merino renunciou ao cargo no último domingo após duas pessoas serem mortas durante protestos – Fotos Públicas

 

 

O Ministério Público do Peru iniciou uma investigação contra o ex-presidente Manuel Merino pelas violações de direitos humanos cometidas pela polícia peruana durante as repressões as protestos que ocorreram no país por seis noites consecutivas na última semana.

A procuradora-geral do Peru, Zoraida Ávalos, aceitou uma denúncia apresentada por diversas entidades e movimentos sociais para que sejam punidos os responsáveis pela violência policias durante as manifestações que deixou dois mortos e mais de 60 feridos.

A investigação mira, além de Merino, os comandantes da Polícia Nacional do Peru Jorge Cayas e Jorge Lam, o ex-ministro do Interior Gastón Rodríguez, e o ex-primeiro-ministro Ántero Flores-Aráoz, todos sob o comando do então presidente.

Segundo Ávalos, a investigação foi aberta por “abuso de poder, homicídio doloso no caso de Bryan Pintado e Inti Sotelo, lesões graves e leves e desaparição forçada no caso de pessoas a determinar, delitos cometidos no contexto de violação dos direitos humanos”.

Merino renunciou ao cargo no último domingo (15/11) após duas pessoas serem mortas durante os protestos que ocorreram em Lima no sábado (14/11).

O ex-mandatário ficou apenas cinco dias no cargo que havia assumido após o Congresso ter aprovado o impeachment do ex-presidente Martín Vizcarra na última terça-feira (10/11).

O fato abriu uma crise política no país e levou milhares de pessoas às ruas de forma consecutiva até a renúncia de Merino. Nesta segunda, o Legislativo peruano escolheu Francisco Sagasti para assumir a presidência.

A repressão policial contra os protestos foi marcada pela truculência da polícia. Nos seis dias de manifestações, mais de 60 pessoas ficaram feridas e dois jovens foram mortos. Há relatos de pessoas desaparecidas e a Defensoria Pública do país já abriu um canal exclusivo para auxiliar na busca dos cidadãos.

REDAÇÃO OPERA MUNDI