Centenas de artistas apelaram às estações públicas de televisão para “não se tornarem cúmplices das contínuas violações por parte de Israel dos direitos humanos dos palestinianos”. A petição já pode ser subscrita online.

A campanha pelo boicote ao Eurofestival da Canção em Israel já teve uma vitória, com o recuo do governo israelita na condição imposta de realizar o evento em Jerusalém. A partir do apelo de centenas de artistas europeus e não só, tem aumentado a pressão sobre as estações públicas de televisão, compositores e cantores  para que recusem branquear as contínuas violações dos direitos dos palestinianos por parte de Israel.

O mais recente passo foi o lançamento de uma petição online, que pode ser subscrita aqui e já conta com mais de seis mil assinaturas. Promovida pela Jewish Voice for Peace, esta petição renova o pedido a compositores e artistas para que “boicotem o festival de 2019 no apartheid israelita, da mesma maneira que em tempos se boicotou o regime de apartheid na África do Sul”.l

O texto da petição lembra que “dias após Israel ter ganho a Eurovisão, o exército israelita massacrou 62 palestinianos em Gaza, incluindo seis crianças” e que “pelo menos 180 palestinianos foram mortos pelas forças armadas israelitas e mais de 18.000 ficaram feridos, entre os quais milhares foram atingidos com armas de fogo” desde os início dos protestos da Grande Marcha do Retorno, no fim do passado mês de março.

Para além disso, recordam os peticionários, “os legisladores israelitas formalizaram recentemente o apartheid na lei básica de Israel, com a “Lei do Estado-nação judeu” que dá um mandato constitucional ao sistema de discriminação racial contra os palestinianos”.

apelo dos artistas ao boicote à Eurovisão foi lançado em setembro e conta com a assinatura de intérpretes, compositores, escritores, músicos e artistas de vários países, incluindo antigos participantes e membros do júri da Eurovisão. Entre os portugueses subscritores deste apelo estão José Mário Branco, José Luís Peixoto, Patrícia Portela, Francisco Fanhais, Chullage, Tiago Rodrigues e António Pedro Vasconcelos.

esquerda.net