São sete os elementos da GNR que estavam suspensos provisoriamente após terem sido divulgadas imagens em que agrediam e sequestravam imigrantes na zona de Odemira. A medida provisória caducou e os agentes regressaram ao trabalho. O julgamento começa no dia 30 de novembro. 
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Fotogramas dos vídeos apreendidos com imagens das agressões. Imagens CNN/TVI

 

 

Em dezembro de 2021, uma reportagem da CNN Portugal denunciava “a brutalidade com que a GNR trata imigrantes da região de Odemira. De forma indiscriminada, sete militares privaram da liberdade vários imigrantes para os insultar e agredir” referia o canal de televisão.

Na sequência destas denúncias, os sete agentes da Guarda Nacional Republicana (GNR) envolvidos foram sujeitos a uma medida provisória de suspensão pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI). Segundo noticia hoje o jornal Expresso, esta medida caducou e os guardas regressaram ao trabalho, noutras unidades.

 

“Os processos disciplinares correm termos na IGAI. Atendendo a que os prazos referentes à medida provisória de suspensão preventiva aplicada aos militares, já caducou, os mesmos regressaram ao serviço, tendo sido transferidos para outras unidades” confirmou o gabinete de imprensa da GNR ao Expresso.

Julgamento a 30 de novembro

O julgamento destes sete agentes inicia-se no dia 30 de novembro, no Tribunal de Beja, pelo coletivo de juízes liderado por Vítor Maneta.

Rúben Candeias, um dos sete arguidos, não foi pronunciado por um dos seis crimes de ofensa à integridade física qualificada que lhe havia sido imputado. Vai a julgamento pronunciado pelos restantes dez crimes: cinco de ofensa à integridade física, quatro de abuso de poder e um de sequestro. De acordo com a decisão instrutória, os restantes seis arguidos vão a julgamento pelos mesmos crimes pelos quais estavam pronunciados.

Assim, Nelson Lima, Diogo Ribeiro e Nuno Andrade são acusados de cinco crimes cada um, nomeadamente um de abuso de poder e quatro de ofensa à integridade física qualificada. João Lopes é acusado de três crimes, um de abuso de poder, um de ofensa à integridade física qualificada e um de sequestro. Carlos Figueiredo e Paulo Cunha são acusados de dois crimes cada um, designadamente de abuso de poder e de ofensa à integridade física qualificada.

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